Anne Hathaway
5 Janeiro, 2009 | Categorias: Biografias | 1 Comentário


Anne Jacqueline Hathaway nasceu a 12 de Dezembro de 1982, em Nova Iorque, no bairro do Brooklyn e a sua mãe, Kate McCauley, era uma veterana actriz de teatro. A sua carreira começou cedo, quando ela foi a primeira e única adolescente aceita no programa de teatro do premiado The Barrow Group, da cidade de Nova Yorque. Como membro do Coro de Honra da All-Eastern U.S. High School, Anne obteve o privilégio de actuar como primeira soprano em dois concertos no Carnegie Hall.
Anne Hathaway estudou no Paper Mill Playhouse de Nova Jersey e no programa inaugural pré-curricular de verão do Collaborative Arts Project (CAP 21), que é afiliado à New York University. Entre as produções nas quais actuou no Paper Mill estão Gigi, Jane Eyre e Life on Earth. Interpretou a princesa Winifred em Once Upon a Mattress, pela qual foi nomeada ao prémio de melhor actuação feminina estudantil do Paper Mill.
Como actriz profissional, estreou numa série de TV da Fox chamado Get Real, em 1999. A sua personagem, Meghan Green, acabou por lhe render uma nomeação ao péêmio de melhor actriz de TV do 2000 Teen Choice Awards e uma nomeação como parte do elenco em séries de TV do 2000 Young Artists Awards.
No cinema, estreou em 2001, com o papel de Mia Thermopolis, no filme da Disney “O Diário da Princesa”, no qual ela descobre ser uma princesa e que lhe deu a chance de actuar ao lado de Julie Andrews, sob a direcção de Garry Marshall. Continuou nos Estúdios Disney, nos anos seguintes, com os filmes “Ella Encantada” e “O Diário da Princesa 2″, ambos em 2004.
A maturidade como actriz veio com os filmes adultos Havoc e “O Segredo de Brokeback Mountain”, respectivamente de 2005 e 2006, neste último, fez um papel discreto, mas intenso e importante para a história, algo que lhe rendeu elogios da crítica pela a sua boa actuação. “O Diabo Veste Prada” (2006), no qual ela contracena com Meryl Streep, tornou-se o mais bem sucedido filme da sua carreira. “Amor e Inocência”, no qual ela interpreta Jane Austen, foi realizado em 2007.
O seu estilo de actuação tem sido comparado aos de Judy Garland e Audrey Hepburn e ela cita Hepburn como sua actriz favorita e Streep como o seu ídolo. A revista People considerou-a uma das revelações de 2001 e em 2006 ela foi eleita uma das cinquenta pessoas mais bonitas do mundo. Mas nem tudo são flores na vida da actriz, ela chegou a confessar sofrer de uma depressão.
O momento alto a sua jovem carreira foi em 2008, onde Anne recebeu a sua primeira nomeação a um Globo de ouro, pela a sua actuação no filme “O Casamento de Rachel”.
Filmografia de Anne Hathaway
5 Janeiro, 2009 | Categorias: Filmografias | Comentar

O Diário da Princesa/The Princess Diaries
EUA/2001/Comédia/115′
Realizador: Garry Marshall
Elenco: Anne Hathaway, Julie Andrews, Hector Elizondo
Sinopse: Mia (Anne Hathaway) é uma jovem de 15 anos que vive com a sua mãe (Caroline Goodall) em Manhattan e repentinamente descobre que o seu pai é o Príncipe de Genovia, um pequeno país europeu. Ela recebe então a visita da sua avó que não sabia da sua existência (Julie Andrews), e que lhe passa a dar aulas de etiqueta, ensinando-a como se deve portar uma princesa. Mas quando se aproxima a data do seu aniversário ela precisa definir que caminho pretende tomar na sua vida: tornar-se uma princesa e mudar-se para Genovia ou permencer em Manhattan a morar com a sua mãe.
Prémios: Recebeu uma nomeação aos prémios MTV Movie Awards, na categoria de Melhor Revelação Feminina, Anne Hathaway.
Philip Seymour Hoffman
4 Janeiro, 2009 | Categorias: Biografias | Comentar


Philip Seymour Hoffman é aquele actor que, quando aparece, costuma roubar a cena e afanar o centro das atenções. Isso tudo sem histrionices, afectações do Método Actors´Studio. Especializado em personagens marginalizados, desajustados ou degenerados, ele já foi baptizado por alguns críticos como “o príncipe da perversidade” ou “o actor sem medo”. “Actores são responsáveis pelas pessoas que interpretam. Eu não rotulo ou julgo. Só os interpreto o mais honesta, expressiva e criativamente que eu puder. “ Philip Seymour vive esses personagens com uma convicção e intensidade que o colocam na trilha da brilhante geração de intérpretes surgida nos anos 70, que incluía Al Pacino, Dustin Hoffman e Robert De Niro.
Philip Seymour Hoffman nasceu a 23 de Julho de 1967 em Fairport, Nova Iorque. Os seus pais divorciaram-se quando ele tinha 9 anos e ele foi criado pela mãe ao lado de três irmãos no subúrbio de Rochester, NY. Devorava livros como o cult O Apanhador no Campo de Centeio, do recluso J.D.Salinger e adorava assistir a filmes de aventuras na televisão.
Enquanto fazia o equivalente ao segundo grau no Fairport High School, os seus principais interesses eram luta grego ou romana e baseball. Esse cenário mudou quando Hoffman se submeteu a um teste para uma peça de teatro, quando tinha 15 anos: tudo isso para impressionar uma colega. Participou em várias produções no colégio e conquistou certa popularidade pelos seus desempenhos numa montagem de M.A.S.H. e em A Morte do Caixeiro Viajante, clássico de Arthur Miller. Um curso de verão na NYU Circle Repertory Company sacramentou a sua decisão de se profissionalizar como actor.
Só que ainda precisava de empregos esporádicos para pagar as contas. Foi empregado de mesa (detestou a experiência) e salva-vidas. Estava a trabalhar na secção de preparo de comida em uma delicatessen, quando teve a sua primeira chance no cinema: um pequeno papel na refilmagem de “Perfume de Mulher”, em 1992. Philip aparece como um dos amigos da onça do personagem de Chris O´ Donnell. A partir daí, Hoffman passou a viver do seu trabalho como actor, alternando-se entre o cinema e o teatro. Fez pequenas participações em veículos para Steve Martin “O Iluminado” e Paul Newman “Vidas Simples” e entrou na equipa de caçadores de tempestade da super-produção “Twister”, ao lado de Bill Paxton e Helen Hunt .
O seu primeiro secundário de destaque foi no bem-sucedido “Boogie Nights – Prazer Sem Limites” de Paul Thomas Anderson, em 1997. Nesse painel da fervilhante indústria pornográfica na Califórnia do final dos anos 70, Hoffman vive um técnico de cinema que nutre uma paixão pelo bem dotado Dirk Diggler (Mark Wahlberg). A fixação da personagem de Hoffman pela estrela pornô, com o seu olhar meloso sacarina e os lábios entreabertos de um modo quase demente, revelaram um grande actor de composição.
Intercalando-se entre o esquema de hollywood e o cinema americano independente, Hoffman representou uma das figuras bizarras criadas pelos irmãos Coen na fauna de “O Grande Lebowski”, encarnou o colega mais sisudo do “Patch Adams” de Robin Williams na faculdade de medicina e viveu o namorado da personagem de Hope Davis no bem humorado conto de fadas contemporâneo “Próxima Paragem Wonderland”. Um dos momentos mais engraçados do filme é quando Philip abandona o seu interesse amoroso para sair em protesto contra o tratamento injusto que está a ser dado aos índios Tantuni. O realizador Brad Anderson entregou a Hoffman algumas chaves para ele desenvolver essa cena, incluindo um gato chamado Fidel e uma “fita de despedida”. Depois deixou-o improvisar a cena toda. “Phil arrasou”, sentenciou Hope Davis. “Ele trouxe coisas incríveis. Nós rodamos o equivalente a um dia inteiro de filmagem apenas com o seu discurso de despedida”.
No meio de um panorama da patologia da condição humana mostrado em “Felicidade”, de Todd Solondz, Hoffman soube muito bem como se posicionar no limite entre o trágico e o cómico. No universo dessas personagens estranhas à procura da felicidade, ele vive um homem constipado emocionalmente, mas que tem tara por telefonemas obscenos. No recente “Embriagado de Amor”, de Paul Thomas Anderson , o actor está do outro lado do balcão. Na pele de um comerciante mal educado, onde reforça o orçamento justamente com um pequeno negócio de sexo por telefone.
No filme “Magnólia”, um mosaico dramático de gente comum a viver emoções épicas, P.T. Anderson voltou a escolher Philip Seymour Hoffman para desempenhar um papel que, nas mãos de um actor qualquer, poderia se transformar numa nulidade. Ele empresta uma tocante economia de gestos e expressões ao enfermeiro do paciente terminal de cancro, que marcou o último desempenho de Jason Robards. É de Hoffman uma das melhores cenas do filme. Quando está a fazer de tudo para localizar por telefone o filho do moribundo.
Joel Schumacher fez testes com centenas de drag queens em todos os Estados Unidos para encontrar quem desse tridimensionalidade ao papel da drag queen Rusty da comédia dramática “O Destino de Um Ex-Combatente”. Depois de vários meses, o realizador percebeu que necessitava de um actor de verdade. “Precisava de alguém que pudesse apresentar não apenas a fachada de uma drag queen, mas também a vida interior da personagem. Assim que soube que queria um actor de verdade, só havia uma opção: Philip. Ele foi a única pessoa com quem conversei sobre o filme que compreendeu que era uma história sobre um homem que pensa que é uma mulher presa no corpo errado. Tive muita sorte com o meu elenco porque não havia segundas escolhas para os seus papéis.” Philip Seymour Hoffman dividiu a cena com ninguém menos que Robert De Niro. O veterano camaleão personificou uma vítima de derrame que precisa vencer a sua própria homofobia para se submeter à cantoterapia com a drag, e assim, tentar recuperar a fala. Dá para notar em cada fotograma que Hoffman não se intimidou com De Niro. E para isso, teve de fazer uma preparação digna das crias do Método. O actor pesquisou tudo sobre transexuais operados e a vida das drags. Transformar-se em Rusty era um processo muito longo. Todos os dias, Philip gastava duas horas para arranjar o cabelo e a maquilhagem. “Fiquei nervoso em ser aceito pelas drag queens de verdade, quando aceitei esse trabalho. Mas elas gostaram do que eu estava a fazer e logo ficamos à vontade uns com os outros”.
“Em Quase Famosos”, Hoffman interpretou Lester Bang , um lendário crítico de rock, extremamente influente nos anos 60 e 70. Lester foi ídolo e mentor de muitos jornalistas, inclusive do próprio Cameron Crowe, realizador do filme, que começou a vida a escrever sobre rock na revista Rolling Stone. O Lester Bangs de Hoffman transforma-se num personagem saboroso. Constipado a maior parte do tempo, o actor filmou as suas cenas em quatro dias. Philip Hoffman ainda viveria outro escritor, dessa vez sob a batuta de um mestre no ramo, David Mamet. “State and Main”, uma sátira aos bastidores da indústria do cinema, Seymour é o argumentista do filme fictício O Velho Moinho, cujas filmagens colocam em polvorosa uma cidadezinha da Nova Inglaterra. Essa comédia à Frank Capra mostra pela primeira vez o actor num papel com algum viés romântico. Ele é disputado por Sarah Jessica Parker e Rebecca Pidgeon (a senhora Mamet na vida real).
O thriller “Dragão Vermelho” representou outro desafio para o actor. Nessa megaprodução que conta a origem do Hannibal Lecter de “O Silêncio dos Inocentes”, Hoffman tinha a companhia de uma equipa de estrelas do naipe de Anthony Hopkins, Edward Norton, Harvey Keitel, Emily Watson e Ralph Fiennes. Afora esse detalhe, a sua participação estabelecia que deveria sair logo de cena, já que a sua personagem é o primeiro a a ser morto às mãos do psicopata Fada dos Dentes (Fiennes). Ele só teria três cenas para desenhar o seu repórter de tablóide sensacionalista. No intuito de injectar-lhe humanidade, Philip interpretou-o como uma pessoa ao mesmo tempo arrogante e covarde, dotada de uma subserviência pegajosa. Assim, conseguiu ter os seus momentos de brilho no meio a tantos nomes ilustres no elenco.
Hoffman voltou a contracenar recentemente com Edward Norton no drama “A Última Noite” de Spike Lee. Philip vive o professor amigo do traficante de drogas interpretado por Norton. Ele é uma espécie de versão mais jovem do mestre nabokoviano Humbert Humbert, com a sua própria ninfeta Lolita para o contraíar.
Entre os seus próximos trabalhos está um papel principal no filme “Com Amor, Liza”, escrito pelo seu irmão Gordy. Philip é um viúvo incapaz de lidar com o suicídio da sua mulher. Ele perde o emprego e só encontra alguma paz de espírito na subcultura do aeromodelismo e ao cheirar gás compulsivamente. Hoffman considera “Com Amor, Liza” um dos Argumentos mais originais que já leu. Levou meia década a tentar fazer com que o filme fosse realizado.
Os outros filmes a enriquecer o portfólio de Hoffman são a aventura Cold Mountain (2003) de Anthony Minghella (que já o dirigira em O Talentoso Mr. Ripley) e agora o reúne a Jude Law, Nicole Kidman e Renée Zellweger. Philip também terá actuação de destaque em “A Queda de Um Jogador”, um retrato nada glamouroso dos viciados em jogos, que traz no elenco Minie Driver e John Hurt. Já em “Romance Arriscado” que é uma comédia romântica, escrita pelo mesmo argumentista de Zoolander (o tal do John Hamburg) . Embarcando nessa com Philip estão Ben Stiller, Jennifer Aniston e Alec Baldwin .
Hoffman sempre reserva um tempo para o teatro. Nos palcos, fez de O Mercador de Veneza de Shakespeare a Shopping and Fucking de Mark Ravenhill. Hoje, mora em Manhattan e é um dos directores artísticos do Labyrinth Theater Company. Não tem dúvida de que escolheu a profissão certa. “Tu ganhas muito bem, viajas, e trabalhas com pessoas que adoras. Dito isto, o único ponto mau é que tu gastas muito tempo a expressar coisas que a maior parte das pessoas gasta muito tempo a esconde-lhas.”
Na série televisiva “Empire Falls” (2005) foi outro projecto elogiado (que lhe possibilitou um Emmy), mas o desempenho da sua vida (pelo menos até agora) arrisca-se a ser o de “Capote”, a primeira longa-metragem de Bennett Miller, onde o actor interpreta o escritor Truman Capote. Devido à sua composição nesta obra, Hoffman ganhou o Globo de Ouro para Melhor Actor Principal de Drama e a sua projecção ascendente atingiu um máximo com a atribuição do óscar de Melhor Actor no mesmo filme, sugerindo que os seus dias enquanto actor maioritariamenete secundário pudessem ter chegado ao fim.
Na 80ª cerimónia dos prémios da Academia voltou à lista de nomeados para melhor actor secundário mas teve uma concorrência demasiado forte pela frente, e não conseguiu ganhar o óscar.
Será que vai ser na 81ª cerimónia que ele vai conseguir ganhar o seu segundo óscar, pelo seu desempenho em “Doubt”?
Filmografia de Philip Seymour Hoffman
4 Janeiro, 2009 | Categorias: Filmografias | Comentar

Perfume de Mulher/Scent of a Woman
EUA/1992/Drama/150′
Realizador: Martin Brest
Interpretes: Philip Seymour Hoffman, Al Pacino, Chris O’Donnell, Gabrielle Anwar
Sinopse: Frank Slade (Al Pacino), um tenente-coronel cego, viaja para Nova York com Charlie Simms (Chris O’Donnell), um jovem estudante a precisar de dinheiro, com quem resolve ter um fim-de-semana inesquecível antes de morrer. Porém, na viagem ele começa a interessar-se pelos problemas do jovem, esquecendo um pouco a sua amarga infelicidade.
Prémios: Ganhou um Óscar na categoria de MELHOR ACTOR, Al Pacino. E tive 4 nomeações nas categorias de MELHOR FILME, Martin Brest, MELHOR REALIZADOR, Martin Brest e MELHOR ARGUMENTO ADAPTADO, Bo Goldman
- Ganhou 3 Globos de Ouro, nas categorias de Melhor Filme - Drama, Martin Brest, Melhor Argumento, Bo Goldman e Melhor Actor - Drama, Al Pacino, além de ter sido nomeado na categoria de Melhor Actor Secundário, Chris O’Donnell.
- Recebeu uma nomeação ao Bafta, na categoria de Melhor Argumento Adaptado, Bo Goldman.
Kate Winslet
29 Dezembro, 2008 | Categorias: Biografias | 1 Comentário


Nascida em Reading, Inglaterra, Kate Elizabeth Winslet decidiu ser actriz aos 11 anos. A partir daí, passou a ter aulas de interpretação. Até os 17, conseguiu poucos papéis em peças e na TV. A sua grande chance veio em 1994, quando participou de Almas Gêmeas, realizado por Peter Jackson. Depois, actuou em Razão e Sensibilidade, Hamlet e ficou conhecida do grande público com Titanic. Dona de uma beleza incomum e pouco conhecida, a actriz teve de convencer o realizador James Cameron de que devia ser dela o papel de Rose. Mas, assim que viu o teste de Kate com mais atenção, Cameron percebeu que era ideal para a personagem.
Foi a actriz mais jovem a receber três nomeações aos Óscares. A primeira nomeação foi em 1995, quando disputou a estatueta de Melhor Actriz Secundária por Razão e Sensibilidade. Em 1997, foi nomeada de Melhor Actriz por Titanic. Finalmente, em 2001, concorreu novamente ao prémio de Melhor Actriz Secundária por Íris.
Ang Lee - O realizador chinês deu conselhos valiosos à actriz britânica. O mais importante de todos foi sugerir que Kate e a colega de cena Emma Thompson passassem um tempo juntas nos sets de Razão e Sensibilidade. Resultado: o entrosamento em cena foi óptimo e, de quebra, as duas ficaram grandes amigas.
Depois do sucesso de Titanic, ouve boatos de que a bela desistiu dos papéis principais em Shakespeare Apaixonado e em Anna e o Rei porque pretendia actuar em produções independentes e desafiadoras.
A primeira actuação profissional de Kate foi aos 11 anos, ao dançar ao lado do personagem Honey Monster num anuncio de cereais Sugar Puffs.
Quando estava a ler o argumento de Almas Gêmeas, virei para meu pai e disse: Eu preciso conseguir este papel! E ele apenas respondeu: Ah, então tu vais consegui-lo. Desde pequena sempre fui muito determinada, relembra.
Muito segura, Winslet não vê problemas em ter de fazer cenas de nudez ou mais ousadas. Eu até gosto de me expor. Acho que não existe situação desagradável o suficiente que possa me deixar embaraçada. Sou o tipo de actriz que realmente acredita que é preciso se expor. Entre os seus filmes favoritos estão O Silêncio dos Inocentes, Grease e O Piano. No seu aparelho de som há sempre CDs de música clássica, canto gregoriano, The Verve, Oasis, Crowded House e Portishead.
Kate tem as artes dramáticas no sangue. Os seus pais, Roger e Sally, são actores de teatro. Os avós maternos, Oliver e Linda Bridges, administravam a companhia de teatro Reading Repertory Theatre. As irmãs, Anna e Beth, também são actrizes.
Em 1996, depois de ter trabalhado com Kenneth Branagh e Ang Lee, foi eleita uma das 50 Pessoas Mais Bonitas do Mundo pela revista norte-americana People.
Depois do debute ousado nas telas, em Almas Gêmeas, um crítico de cinema disse que Kate, a partir daquela actuação, seria sempre associada à personagem Juliet e jamais se tornaria uma grande estrela.
Quando tinha 15 anos, conheceu o dramaturgo e actor Stephen Trendre, com quem teve um romance de cinco anos. Em Dezembro de 1997, ele morreu e Katie preferiu faltar à première de Titanic para poder estar no funeral do ex, onde cantou uma música em sua homenagem.
Já ganhou o prêmio da Los Angeles Film Critics Award de Melhor Actriz Secundária (Íris), o Grammy de Melhor Narração para Álbum Infantil (Listen To The Storyteller), um BAFTA e um prémio da Screen Actors Guild Awards (ambos por Razão e Sensibilidade).
Kate Winslet, que também conhecida com a Rosa Inglesa, nasceu em 5 de Outubro de 1975, em Reading, Inglaterra. Como boa libriana, é persuasiva, perspicaz, hábil e charmosa. No entanto, a sua elegância pode ser um pouco contrastante com o lado mais frio da sua personalidade. Segundo pesquisa do canal FilmFour, Winslet é a segunda mulher mais sexy da Inglaterra, sendo desbancada apenas por Catherine Zeta-Jones. Foi uma das mulheres mais invejadas do mundo do final da década de 90.
Em 22 de Novembro de 1998, a actriz e o assistente de direcção Jim Treapleton, que se conheceram durante as gravações de Hideous Kinky, casaram-se. A união durou até Setembro de 2001. Actualmente, a ela é casada com o realizador de Beleza Americana, Sam Mendes. Da união nasceu, em 2004, o seu segundo filho, chamado Joe Mendes.
Do casamento com Treapleton, nasceu Mia, a única filha da actriz. A pequena Winslet nasceu no dia 12 de outubro de 2000, pesando quase 4 Kg.
Kate também faltou à première de Titanic, na Inglaterra, por ter contraído uma disenteria amebiana em Marrocos, onde filmou Hideous Kinky.
Actualmente (2008) Kate espera a estréia de dois novos filmes: The Reader, em que faz uma mulher que é condenada por crimes horríveis e que teve um caso amoroso com um adolescente, e Revolutionary Road, que traz de volta um dos casais mais famoso do cinema, ela e Leonardo DiCaprio, protagonistas de Titanic. O filme é realizado por Sam Mendes, marido de Kate.
Filmografia de Kate Winslet
29 Dezembro, 2008 | Categorias: Filmografias | Comentar

Almas Gêmeas/Heavenly Creatures
Inglaterra, Alemanha, Nova Zelândia/1994/Suspense/94′
Realizador: Peter Jackson
Elenco: Kate Winslet, Melanie Lynskey, Sarah Peirse
Sinopse: Nova Zelândia, 1954. Duas jovens fazem uma amizade tão grande, que torna-se uma relação obsessiva que acabam por planeiar um assassinato para evitar uma possível separação.
Prémios: Recebeu uma nomeação aos Óscares na categoria de Melhor Argumento Original, Peter Jackson e Frances Walsh.
- Ganhou o Leão de Prata no Festival de Veneza.
Curiosidades
- Todas as localidades usadas durante as filmagens foram onde realmente ocorreram os factos mostrados no filme.
- Este é o primeiro filme da actriz Kate Winslet.
Heath Ledger
28 Dezembro, 2008 | Categorias: Biografias | Comentar


”Heath Ledger possui uma combinação improvável: ele tem uma presença incrível e mesmo assim ele não é pretensioso”. Não é qualquer actor da nova geração que merece tamanho elogio, ainda mais de alguém como o super-estrela Mel Gibson. De certa maneira, Heath está a repetir os passos do seu colega de cena em ”O Patriota”. Aos poucos, migrou da Austrália para Hollywood e conquistou uma grande base de fãs, sem abrir mão dos seus princípios e da sua humildade.
Heath Ledger nasceu a 4 de Abril de 1979, em Perth, Western, Australia, de talento precoce, Heath teve muitos anos para maturar tanto nas suas decisões profissionais quanto pessoais. Desde cedo, demonstrava maturidade inacreditável ao lidar com os divórcios dos seus pais, Kim e Sally. O casal seguiu por caminhos diferentes quando o pequeno Heathy (seu apelido de infância) tinha só 10 anos. Influenciado pela irmã Kate, o jovem conseguiu inscrever-se no Globe Shakespeare Company, da cidade de Perth. Mais rápido do que poderia imaginar, Heath conseguiu o papel principal numa adaptação de ”Peter Pan”.
Os trabalhos sucederam-se a uma velocidade incrível e o teatro consumiu Heath numa paixão avassaladora - a ponto de fazê-lo dividir o tempo que dedicava anteriormente a outro hobby antigo: os desportos. No colegio, era ambivalente, encantando multidões tanto no palco quanto na equipa de hóquei no gelo. Acumular os títulos de capitão da equipa de hóquei e do grupo de teatro, porém, não lhe rendiam muitas namoradas: Heath estudava na Guilford Grammar, exclusivo para rapazes. Aliás, o actor foi o responsável por levar a primeira escola exclusivamente masculina para a competição de dança Rock Eisteddfod. O próprio Heath ensinou a coreografia para os amigos, que acabaram por ganhar o primeiro prémio.
Foi com esta crença no destino que Heath convenceu o seu amigo de infância, Trevor DiCarlo, a levá-lo para Sydney, centro cultural da Austrália, para que pudesse continuar a sua carreira como actor. Heath não tinha mais que 16 anos e, reza a lenda, 69 centavos no bolso. Acabara de sair do colegio e contava apenas com uma minúscula cena em ”Clowning Around”, de 1992, no currículo.
De cara, recebeu uma dupla oferta de trabalho, no série ”Sweat”, a respeito de jovens atletas candidatos às Olimpíadas. Mostrando seriedade e empenho, Heath desafiou as ordens paternas e escolheu interpretar o ciclista gay Snowy, ao invés do nadador galã. O pai, eventualmente, compreendeu a decisão, que Heath baseou no desafio dramático de cada personagem.
A exposição de tal personagem polémico rendeu-lhe um papel principal no filme ”Blackrock”, um drama juvenil sobre um grupo de rapazes acusados de violar uma menina. ”Sweat” também iniciou uma longa lista de séries australianas em que Heath actuou e que não deram certo - incluindo aí ”Home Away”, ”Blush Patrol” e ”Roar”. Nesta última, Heath interpretava um guerreiro celta, em roupas cheias de fendas que exploravam bem o seu corpo atlético. Ali, contracenou com outra actriz que viria a fazer sucesso nos EUA: Keri Russell, a futura protagonista de ”Felicity”.
”Roar” assegurou-lhe um bom número de fãs, bem como um agente nos EUA, que o indicou para a comédia adolescente ”10 Coisas Que Eu Odeio Em Ti”, uma adaptação shakespeariana para o público jovem. Heath abocanhou com facilidade o papel do rebelde Pat Verona, que eventualmente se deixava apaixonar pela igualmente voluntariosa Kat Stratford (Julia Stiles). Pelo filme, recebeu só 100 mil dólares. No mesmo ano de 1999, de volta à Austrália, Heath rodou a comédia de humor negro ”Duas Vidas”. Enquanto ”10 Coisas” foi sucesso de bilheteria, ”Duas Vidas” acumulou todos os prémios da crítica australiana.
O caminho, então, estava fácil paras Heath? Nada disso. Evitando novos papéis em comédias adolescentes, género que ele considera limitado, Heath passou um ano à espera por outras oportunidades. Sem dinheiro, chegou a viver semanas à base de massa instantânea, até que finalmente ficou a saber dos testes para actor secundário no filme ”O Patriota”. Um épico com Mel Gibson ambientado na Guerra da Independência era o tipo de desafio que Heath queria. Infelizmente, ele e mais 200 outros actores em início de carreira.
Mesmo com a árdua competição de Ryan Phillippe, Heath acabou por ficar com o papel do filho Gabriel Martin, que vai para a frente de batalha mesmo sem o apoio do pai, Benjamin (Mel Gibson). Acostumado com filmes de época, em 2001 ele entrou em ”Coração de Cavaleiro”, uma fantasia rock sobre as disputas na Idade Média. Para compensar esta brincadeira, pelo qual ganhou 3 milhões de dólares, Heath entrou num papel sério no drama ”Depois do Ódio”, como o filho mal amado de Billy Bob Thornton O filme, que abordava questões como preconceito e redenção familiar, e que deu o Óscar de melhor actriz a Halle Berry.
Em 2002, Heath Ledger participou de mais um épico de guerra, ”As Quatro Penas Brancas”, ambientado na batalha da Inglaterra contra o Sudão, a sua colónia africana em 1898. Ele interpretava um soldado que deserta da guarda inglesa, e que por isso recebia as quatro penas do título - um sinal de sua covardice. Porém, na verdade, ele apenas deixa o exército para se infiltrar, à paisana, no território inimigo, e salvar o seu melhor amigo (Wes Bentley’). No elenco, estão também Kate Hudson e Djimon Hounsou.
Os seus projectos futuros seriam o thriller sobrenatural “The Order”, no qual interpreta um padre; “Ned Kelly”, filme independente australiano sobre um famoso ladrão, com Orlando Bloom e Naomi Watts; e “Os Irmãos Grimm”, irónico olhar do realizador Terry Gilliam sobre os famosos contadores de histórias infantis, vividos por Heath e Matt Damon.
Heath sempre foi um galanteador nato e com um longo histórico de namoros dentro dos sets de filmagem. Teve um relacionamento com a sua colega de ”Roar”, Lisa Zane e, quando nos EUA, namorou Heather Graham. Ele também foi eleito uma das 50 pessoas mais bonitas do mundo segundo a revista People, em 2001.
A consagração e certeza de que Heath havia alcançado o seu objectivo vieram em 2006, quando o actor recebeu as nomeações para os Globos de Ouro e para o Óscar de melhor actor por “O Segredo de Brokeback Mountain”. O filme, realizado por Ang Lee, teve a mesma dose de sucesso e polémica. Na história, Heath e Jake Gyllenhaal são os cowboys que inesperadamente se apaixonam um pelo outro.
Mas foi no set de filmagem de “O Segredo de Brokeback Mountain” que ele e a actriz Michelle Williams começaram a namorar. Já noivos, Michelle anunciou a sua gravidez. Ela deu à luz a meina Matilda Rose Ledger, a 28 de Outubro de 2005.
Em 2008 Heath Ledger deixou para trás estrelas como Robin Williams, Lachy Hulme, Paul Bettany e Adrien Brody, e conquistou o papel da personagem Coringa no filme “The Dark Knight”, continuação de “Batman Begins”. “The Dark Knight” ainda estava na fase de pós-produção e o actor já entraria no set de outro filme. “The Imaginarium of Doctor Parnassus”, assinado por Terry Gilliam - com quem havia trabalhado em “Os Irmãos Green”.
De folga das filmagens, o actor foi passar uns dias a Nova York, no seu apartamento no SoHo - no endereço 421 Broome St. No dia 22 de Janeiro de 2008, uma terça-ferira, a polícia encontrou Heath Ledger morto no seu quarto. Encerrava-se aí a vida e a carreira de um jovem talento.


